"Lembranças lá de fora" apresenta poemas sobre frutas nativas do entorno da duplicação da BR-116/RS


Publicada em 30 de Setembro de 2020

Após apresentar as árvores nativas protegidas por lei e transplantadas nas obras de duplicação da BR-116/RS, entre Guaíba e Pelotas, empreendimento de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o projeto "Lembranças lá de fora – Poemas ambientais sobre a flora" lança a segunda série de poesias que dará destaque para as espécies frutíferas nativas do sul do país.

Os temas que serviram de inspiração vêm da infância do músico e jornalista da Gestão Ambiental, Solano Ferreira. "Quem nunca comeu alguma dessas frutas no pé, como a pitanga, o araçá ou jabuticaba? Elas existiam em abundância nas praças, ruas, pátios ou nos campos em volta da cidade." Segundo o autor qualquer criança sabia onde encontrar algumas dessas árvores na volta da sua casa, "o que era sempre seguido de alguma aventura pela criançada da rua".

Nesta edição serão lançados seis poemas, começando pela cerejeira-do-rio-grande, seguida por outras espécies de árvores frutíferas nativas, que também farão parte do terceiro volume da cartilha Pertencer – Educação & Biodiversidade na BR-116/RS. O material abordará o mesmo tema, contendo informações técnicas sobre as espécies, como tamanho, floração, frutos, onde e como plantá-las.

Para acompanhar o projeto basta seguir as publicações no Facebook da Gestão (fb.com/BR116RS).

Poema 1: Roupa Manchada

No início da primavera
A piazada lá de fora já sabia
Que a cerejeira dos fundos da sanga
Com sua fruta se enchia

E a gurizada se atirava faceira
Trepando no pé tão desejado
Subindo até o topo
Tapado na fruta de tão carregado

E a vó que já gritava na porta
Com gestos largos e extravagantes
"Não me manchem suas roupas seus guascas
Na cerejeira-do-rio-grande!"